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...nestes textos tão singelos...



Estudo sobre o comportamento afetado pelo mp3  09/01/2008

A base de pesquisa para este estudo foi a observação do comportamento das pessoas ao meu redor. Pessoas que possuíam ou possuem de 20 CDs até 500. Todas elas gostam de ouvir música, ouvem seus CDs regularmente e tiveram o seu comportamento alterado pelo advento do MP3. Mas eu não estou falando da mudança de comportamento de poder ouvir músicas no DVD, no carro, no MP3 Player, no celular, enviar pela Internet, baixar pela Internet, ter zilhões de músicas no computador, não é desse comportamento que eu estou falando.

O que eu venho observando nas pessoas é diferente. Claro que as pessoas também já assimilaram os padrões de comportamento já citados, mas foram além. Eu comecei a notar a mudança em mim, depois achei que era uma fase e não dei mais atenção, mas começou a me incomodar novamente, então comecei a observar as pessoas e percebi que isso também estava acontecendo com elas. Eu só não soube precisar se elas perceberam, mas como não formam um número muito grande de pessoas e não foi usado nenhum método científico na pesquisa não posso fazer nenhuma afirmação, mas criei uma teoria.

Que o fácil acesso a cópias de músicas em formato MP3 é o maior pesadelo da indústria fonográfica todos sabem, mas será que o mundo da música parou para pensar em outras possíveis malefícios causados por essa tecnologia?

O surgimento do MP3 parece ter feito as pessoas perderem o interesse por conhecer e ouvir novas músicas. A alteração do comportamento não se dá imediatamente no nascimento do formato MP3, pois mesmo antes do seu surgimento as pessoas já conseguiam fazer cópias de CDs em computadores. Mas já faria parte da receita para esse processo de descaso com o conhecer novas músicas. Acredito que o ingrediente final seria a popularização da Internet e modo de transferências dos arquivos.

No primeiro momento, todos se maravilharam com poder de ter as músicas que quisessem - na hora que quisessem - e, logo depois, uma invasão de aparelhos portáteis para ouvir essas músicas em qualquer lugar. Então é aí que começa alteração no comportamento das pessoas observadas: uma pessoa que gostava de comprar um CD de sua cantora favorita, logo que saísse, há tempos ouve apenas rádio ou músicas adquiridas até o primeiro boom da troca de arquivos; outra pessoa era fã de uma banda e tinha todos os CDs lançados até o primeiro boom da troca de arquivos; outra pessoa sempre sabia o que estava acontecendo com as bandas, cantores, etc... que gostava e praticamente sabia o dia que em que os CDs seriam vendidos e, assim que aparecesse, teria um exemplar original. E hoje esta mesma pessoa já não é mais tão antenada com as novidades, porém não deixa de ouvir as músicas que já possui. Todas as pessoas sempre ouvem as músicas que já possuem porque gostam de ouvir música.

O que acontece, ao meu ver, é que tudo está tão mais fácil de conseguir que as pessoas sempre deixam para segundo plano a aquisição das músicas porque sabe que quando quiser é só mexer uns pauzinhos e consegue o CD que quiser. Mas como nunca lembra, na hora que quer ouvir uma música, a pessoa simplesmente pega um CD que já tem e coloca pra tocar, mesmo sendo que é fácil de conseguir. É que às vezes a pessoa não está perto do computador quando quer ouvir uma música.

Como vai ficando sempre pra depois, imagine então como essas pessoas fazem para conhecer músicas novas? Baseado no comportamento de deixar para depois sabemos que será difícil que seja feito através de pesquisa própria, na maioria das vezes o conhecimento vem pelo rádio ou indicação de uma amigo. Existem muitos casos de pessoas que não ouvem mais rádio, extamente porque o rádio ficou com cara de velho neste novo cenário, então o conhecimento sobre uma música nova se limita a indicação de outras pessoas.

Conclusão: A facilidade de se conseguir coisas que antes eram difíceis permite que se busque conseguir outras coisas de interesse igual ou superior chegando a um ponto de se esquecer quase que completamente de conseguir as outras coisas que são fáceis, até o momento que se precise muito delas, caso contrário elas podem ser esquecidas por completo.

Se isso aconteceu com você, e até ler este mini-estudo ainda não havia percebido o comportamento de falta de interesse pelo novo na música, fico feliz em tê-lo ajudado e gostaria de pedir que enviasse um email apenas com o assunto: “Concordo, ou não, com o estudo” para alex.ememo@gmail.com para que possamos contabilizar uma estatística.

Obrigado

Alex Nunes


Eddie Kerouac

ednei@gizeditorial.com.br
Concordo com o estudo!

 

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